A história de um fotógrafo

Sei que existe uma quantidade enorme de fotógrafos por aí. Deixem o vosso coração e instinto guiar-vos. Quem te toca? Consegues sentir a tua história ser contada por este ou por aquele fotógrafo? Estás a ler isto aqui e agora porque o teu coração e instinto dizem que sou eu esse fotógrafo?

Desde criança gostei de brincar com máquinas fotográficas, sem grande jeito é verdade, mas para mim e certamente para ti, era algo mágico ver as revelações do que tínhamos capturado. Essa magia voltou muitos anos depois e agarrei a oportunidade com unhas e dentes ao começar a trabalhar num estúdio fotográfico no coração de Santo Tirso, a querida cidade onde nasci.

Estava eu com os meus 25 anos e a realizar as minhas primeiras experiências como fotógrafo de eventos especiais (casamentos, baptizados, aniversários...) capturando tudo o que se mexia para que nada ficasse por registar. Cada experiência aproximava-me mais daquilo que adoro fazer pois fiquei a conhecer maravilhosas pessoas durante todo o processo, clientes que viraram amigos e que passada uma década ainda me procuram. Sinto uma honra enorme em fazer parte de cada história, levam sempre um pedacinho de mim.

Com quase 200 casamentos de experiência e muitos mais baptizados na bagagem sinto constantemente que a aprendizagem é uma jornada que nunca acaba. Apesar de haver protocolos a aceitar como normais durante este tipo de eventos, aprendi que cada um é único, cada casal ou criança adiciona algo novo ao dia. Eu adoro estar por lá, de sorriso nos lábios, para capturar o decorrer do dia e odeio estar no caminho das pessoas e ser o centro das atenções. Vocês não me vão encontrar a correr feito doido a dizer às pessoas o que fazer nem a exigir poses quando nem todos gostam desse género de fotografia. Apenas preparo-me para as fotografias nas quais sou bom e que sei que vocês vão gostar. Tento andar com aquela sensação de ingenuidade ao mesmo tempo que procuro capturar os momentos conforme eles acontecem. Toda a gente me diz que essas são as melhores fotografias, essas cheias de espontaneidade e eu não podia estar mais de acordo!

Agora com 37 anos e pai de um filhote que me faz sorrir todos os dias, confesso que o tempo é limitado e é difícil estar longe da família durante os fins-de-semana. O sacrifício é natural mas transformo isso em dedicação às pessoas que me dão o privilégio de serem fotografadas por mim. Queres também tu dar-me esse privilégio?

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